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domingo, 24 de julho de 2011

Deus entre nós

"Ao meio-dia, um pobre velho entrava no templo e, poucos minutos depois, saía.
Um dia, o sacristão perguntou-lhe o que vinha fazer, pois havia objectos de valor no templo.
- Venho orar, respondeu o velho.
- Mas é estranho que você consiga orar tão depressa! - disse o sacristão.
- Bem, retrucou o velho, eu não sei recitar aquelas orações compridas.
Mas, diariamente, ao meio-dia eu entro neste templo e só falo:
"Oi, Jesus! É o Zé!"
Em um minuto, já estou de saída.
É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza de que Ele me ouve.

Alguns dias depois, o Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital. Na enfermaria, passou a exercer uma grande influência sobre todos. Os doentes mais tristes tornaram-se alegres, e muitas pessoas arrasadas passaram a ser ouvidas.
Disse-lhe, um dia, a Irmã:
- Os outros doentes falam que foi você que mudou tudo aqui na enfermaria. Eles dizem que você está sempre tão alegre...
- É verdade, Irmã, estou sempre alegre. É por causa daquela visita qeu recebo todo dia, trazendo-me felicidade.
A Irmã ficou atônita. Já notara que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. Ele era um velho solitário. Que visita? A que horas? 
- Diariamente, ao meio-dia - respondeu o Zé, com brilhos nos olhos. Ele vem, fica ao pé da cama. Quando olho para Ele, sorri e diz:
"OI, ZÉ! É O JESUS!""

NÃO IMPORTA O TAMANHO DA ORAÇÃO, E SIM A COMUNHÃO QUE, POR MEIO DELA, TEMOS COM DEUS

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